Risk Assessment

Dr. Marcos Sánchez- Plata, do Equador é Professor Adjunto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade de Nebraska- Lincoln e consultor para USDA, se especializou no campo da segurança de alimentos e microbiologia, com grande ênfase em carnes e produtos avícolas. Ele tem atuado como perito em comitês de avaliação de riscos microbiológicos da FAO / WHO e tem participado de reuniões do Codex Alimentarius. 


Marcos Sánchez – Plata, da Universidade de Nebraska – Lincoln e do USDA
Fonte: Flickr/GFSI

Antes de iniciar, devo explicar que seu tema Risk Assessment, ou seja, Avaliação de Riscos, é parte do Risk Analysis – Análise de riscos, que conforme apregoa o Codex Alimentarius e a FAO/OMS, é constituída por três pilares:

Risk Assessment = Avaliação de Riscos 
Risk ManagementGestão de Riscos

Risk CommunicationComunicação de Riscos


Marcos iniciou com um conceito que pode parecer básico demais, mas como é fundamental para um sistema de segurança de alimentos, e por vezes não é bem entendido, é válido que tenha começado lembrando:  Mas o que é risco? Risco é a função da probabilidade de um efeito adverso para a saúde versus gravidade desse efeito, como consequência de um perigo(s) em alimentos. A análise de risco é um dos elementos dentro da evolução dos sistemas de gestão de segurança de alimentos”.


Fonte: slides do GFSI

Marcos discorreu sobre o foco das indústrias de alimentos hoje: inserir a cultura de segurança de alimentos (interessante  você que mais uma vez há o foco em CULTURA DE SEGURANÇA DE ALIMENTOS), conformidade regulatória, atender as exigências dos clientes, proteger o consumidor e o alimento, atender ao comércio internacional e ter responsabilidade sobre o produto. 

Alertou ele que conformidade regulatória em alimentos, além de significar conformidade com regras de defesa do consumidor e do comércio nacional/ internacional, envolve objetivos para a saúde pública, e é aqui que entra o Risk Assessment, que muita gente confunde com sistema APPCC/HACCP.


Fonte: slides do GFSI

Dentro da indústria, além da gestão de perigos por meio do sistema APPCC/ HACCP, paralelamente, pode-se e é recomendável também realizar estudos sobre a incidência de riscos e de como fazer a gestão destes riscos, e o conjunto destes dados serve de base tanto para segurança de alimentos relativa ao produto produzido, quanto para a Análise de Risco com base nos conceitos Codex Alimentarius / FAO.

O Risk Assessment é um processo estruturado para determinar o risco associado a qualquer tipo de perigo biológico, químico ou físico em um alimento, com o objetivo caracterizar a natureza e a probabilidade de dano a que uma população está exposta no momento efetivo de consumo, o que depende de fatores que vão além das fronteiras da própria indústria, com foco final no ALOP- Appropriate Level of Protectionexistente, ou de sua redução.

O Risk Assessment envolve  a captura de dados epidemiológicos, ou pesquisa de campo, para obter informações qualitativas e ou quantitativas, com base científica, sobre a prevalência de um determinado perigo para uma determinada população, e inclui quatro passos:

1) Identificação de Perigos: O quê (agente, doença)? Como (comportamento, prevalência)? Alimento envolvido, cadeia, estágio?

2) Caracterização do perigo: relação dose-resposta (células necessárias, concentração), Susceptibilidade e Probabilidade (população de risco, percentagem envolvida)

3) Avaliação da exposição: Quanto (Parcela, células por grama/ml)? Alimentos, País, Consumo (processo de preparo, práticas de consumo)?

4) Caracterização Caracterização de Risco: Quantificação e gravidade (nº população, 5 população susceptível), impacto social e econômico (custos da doença, custos dos controles e inspeções).

Com base no Risk Assessment, a empresa pode avaliar se pode auxiliar na redução do ALOP e se sim, deve estudar opções de medidas para baixar o risco. Deve haver então estudos sobre qual melhor opção a ser adotada, o que uma vez decidido, deve ser implementado, acompanhado e quando necessário, revisado.O uso do Risk Assessment em empresas vai desde  a fase dedesenvolvimento de produto, desenvolvimento de processo e quando de eventuais modificações, bem como para estabelecer programas de amostragem e até em atividades de validação e verificação.

Meu comentário

Eu vou explicar um pouquinho, para quem ainda não tem claro, o conceito de Risk Assessment, e para isso é importante começar explicando o que é o ALOP. ALOP é um número, em geral expresso como número de casos por milhões de habilitantes. Para um patógeno, na prática muito dificilmente esse número será zero, porque outros fatores interferem na cadeia de alimentos até o momento de consumo, ou porque não queremos e nem podemos por razões nutricionais e imunológicas consumir tudo esterilizado com zero patógeno. Imagine um determinada categoria de alimento que contém uma certa quantidade de Staphylococcus Aureus tolerada por lei, portanto em conformidade com a legislação. Dependendo da cadeia de alimentos posterior à saída destes produtos da fábrica, do tratamento dado ao produto durante o transporte e venda, e de como o consumidor irá tratá-los, teremos um certo número de casos  reais de intoxicação estafilocócica em um certo tempo (por ano). Suponhamos que o ALOP para intoxicação estafilocócica para esta categoria de alimento seja X casos por milhões de habilitantes. Ao termos este resultado de ALOP após estudos, se quisermos baixar esta incidência em 50%, temos que entender que ações viáveis a serem realizadas ao nível dos diferentes elos da cadeia, considerando valor econômico, as tecnologias envolvidas, e as resistências dos elos em adotar novas medidas. Há casos em que essas medidas podem incluir até a possibilidade de campanhas para mudar hábito do consumidor, se isso for detectado como importante durante Risk Assessment. Portanto Risk Assessment está intimamente relacionado com o conceito mais amplo de Análise de Riscos (Risk Analysis),  sua gestão e processos de comunicação relacionados. Tem a ver com uma visão de cadeia e a necessidade de estudar riscos aos quais determinadas populações estão expostas, e a partir daí, estudar e entender como se pode baixá-lo, com ações em um ou mais elos da cadeia. Estas ações acabam envolvendo um, vários ou até todos os stakeholders da cadeia de alimentos. Claro que ao final de tudo, deve-se realizar novas pesquisas, para ter dados que possam validar que o ALOP desejado foi alcançado, caso contrário, o ciclo PDCA deve ser acionado até que objetivo  final de ALOP seja atingido. 

Ficou interessado no tema?

Em junho teremos um treinamento que abordará exatamente  Análise de Riscos, confira e se inscreva clicando aqui

Apoio de redação: Pablo Laube

Apoio de publicação: Simone Souza e Thaís Ferreira

 



Seu comentário é bem vindo! 
Para comentar, com o post aberto, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

Prevenção de fraude em alimentos ganha destaque – parte 2

Colaboração de Graziela Alvarez, consultora independente, Los Angeles
A seguir, Jeff Moore, Cientista Sênior do United States Pharmacopeia (USP), apresentou a uma matriz desenvolvida pela USP, responsável pela Farmacopeia Americana.
 
Jeff Moore, da United States Pharmacopeia (USP). Foto GFSI Flickr
 
Esta matriz lista fatores que podem contribuir para identificar vulnerabilidade dos alimentos, entre eles análise da cadeia de suprimentos, a estratégia de auditoria, a susceptibilidade de métodos de controle de qualidade, dente outros. 

 
 
Tendo em vista que o método proposto requer acesso a dados históricos, com o objetivo de apoiar as organizações a identificar anomalias econômicas e eventual aumento da susceptibilidade a mudanças que podem indicar fraude, a USP criou um banco de dados que levanta informações de fontes de notícias globais e acadêmicas.
 
Fique de olho na evolução desse debate e na divulgação da futura versão do novo documento Guia do GFSI, que incluirá este tópico.
 
Para finalizar, informações adicionais sobre o tema fraude recomendo o excelente texto: Spink, J. and Moyer, DC. (2013) Understanding and Combating Food Fraud [Cover Story], Food Technology Magazine, Volume 67, Number 1, pp. 30-35). Vale a pena conferir.
 
Apoio na publicação: Simone Souza
 
Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

 
 
 
 

Prevenção de fraude em alimentos ganha destaque – parte 1

Colaboração de Graziela Alvarez, consultora independente, Los Angeles

Ao introduzir o tema dessa breakout session, Yves Rey, moderador da sessão e Diretor Corporativo da Qualidade da Danone resgatou o escândalo da carne de cavalo, em países da União Europeia, ocorrido um pouco antes da realização da edição 2013 da Conferência Global de Segurança de Alimentos em Barcelona (http://www.bbc.com/news/business-25347633).
 
A sessão foi uma excelente oportunidade para descobrir o que a indústria na cadeia de alimentos tem feito para reduzir o risco das adulterações motivadas economicamente, em inglês EMA – economically motivated adulteration,. A posição do GFSI com relação a este assunto será de adicionar requisito de análise de vulnerabilidade à fraude na versão número 7 do documento Guia do GFSI, previsto para o fim do ano de 2015. Falo sobre esse assunto mais para frente.

 

Ao ressaltar a urgência e gravidade do assunto, Petra Wissenburg, Diretora Corporativa de Projetos de Qualidade da Danone em Singapura, sugere que a melhor forma de prevenir fraude é tratá-la como questão de natureza criminal.
 
Petra Wissenburg, da Danone Singapura. Foto GFSI Flickr
 
 Petra apresentou um interessante esquema, que achei legal compartilhar com você, pois define bem o conceito de fraude em alimentos.

Fonte: Slide Petra
 

A equipe de especialistas em fraude de alimentos do GFSI liderada por Petra* entende que, para evitar a ocorrência de casos como o da carne de cavalo, dois novos elementos devem ser considerados nos sistemas de gestão da segurança de alimentos das empresas: 1) identificação de risco por meio de avaliação de vulnerabilidade, e 2) criação de plano de medidas de mitigação dos eventuais riscos encontrados. Para o GFSI, o sistema de gestão em segurança de alimentos deve abrigar sob o mesmo guarda-chuva o HACCP, que previne contaminações não intencionais, o VACCP (vulnerabilities to fraud) que previne a adulteração intencional motivada economicamente; e o TACCP (treats), que previne a contaminação intencional motivada por razões ideológicas.  
 
Michèle Lees, Diretora de Pesquisa Colaborativa da Eurofins Analytics da França, que também faz parte do Food Fraud Think Tank e que esteve presente virtualmente no evento, propõe “as empresas devem estabelecer uma estratégia eficaz de detecção e dissuasão através da implantação de um Plano de Controle de Vulnerabilidade, que seja SMART, donde S = Specific/específico, M = Measurable/mensurável, A = Assignable/relevante R =  Realistic/realista e T = Traceable/rastreável”.  Ela alerta que fraude em alimentos é algo imprevisível, com alvo desconhecido, e que, portanto, necessita de abordagem não-convencional.

A tabela abaixo mostra os passos propostos para a avaliação de risco de fraude, seguida das respectivas medidas de mitigação.

Michèle apresentou exemplos de medidas de mitigação que podem ser utilizadas na prevenção de fraudes: realizar verificação visual e/ou organoléptica; analisar adulterações específicas, como melamina no leite, realizar testes ao acaso para adulterações potenciais etc.

 
 
 
*Veja post de março de 2013 a respeito da Food Fraud Think Tank. 
 

Aguarde para amanhã a conclusão do post.

Apoio na publicação: Simone Souza



Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.
 

Transparência é a trilha exigida pelo mercado

Vou dar hoje um overview sobre uma palestra sobre Transparência, que me chamou atenção num primeiro momento pelo inusitado do título. Essa palestra foi realizada durante o café da manhã e organizada pela TraceOne.
 
A sessão começou com John Keogh, Presidente da Shatalla Inc, do Vietnã. John tem um vasto currículo: é também membro da Comissão da União Europeia para Saúde e Segurança do Consumidor, é estrategista renomado e grande articulador, além de ter sido conselheiro do GS1. Ele faz intermediações com a indústria, governos e agências intergovernamentais, tratando da aplicação de normas e tecnologias para facilitar o comércio, melhorar a eficiência da cadeia de abastecimento e melhorar a rastreabilidade e a transparência de dados. Ele atuou como elo de ligação formal para comitês de normas ISO para recall, sistemas de gestão de alimentos e grupo GS1 de rastreabilidade. Poderoso, hein?! 



John Keogh – Shantalla Inc. Fonte: Flickr/ GFSI
 
John abordou o tema Transparência, e afirmou que “agregar transparência não é opção, e sim cada vez mais uma obrigação”, apontando as razões:

• O sistema regulatório de muitas importantes regiões ou países está estabelecendo novas regras e regulamentos, a exemplo do FSMA, e a UE 1169/2011, com foco que vai além da segurança de alimentos.
 
• A cadeia de alimentos é global, e incidentes de segurança de alimentos ao nível de ingredientes tem potencial de graves consequências e grande amplitude. 
 
• Consumidores “high-tech”, ávidos por informações, provocam um descompasso entre as expectativas de consumo e capacidade de entregar.
• Abastecimento global é complexo e traz riscos, levando à necessidade de melhores práticas e alta capacitação das organizações e indivíduos envolvidos.

 Fonte: slides GFSI

O número de consumidores esclarecidos que buscam mais e mais informações do que compram está em ascensão. Além das informações obrigatórias, é cada vez mais importante informar sobre a marca, o produto, rastreabilidade dentre outas demandas. A fonte de informação passou da embalagem para o 0800 e do 0800 para aplicativos que usam código de barras ou tipo QR. Através desses códigos, as informações do produto são disponibilizadas via web em smartfonese outras traquitanas eletrônicas. Na prática, John relata que ainda existem alguns gaps, apontados por pesquisas. Por exemplo: 91% dos leitores móveis de códigos de barras dão erro retornando com informações de outros produtos e 75% dos códigos escaneados não conseguem trazer as informações sobre o produto.

John concluiu afirmando que: “transparência é o caminho apontado pelo mercado, deixando de ser uma opção e passando sim, a ser uma necessidade, mas para isso, é preciso pensar além da segurança dos alimentos e valorizar a transparência, afinal a cadeia de abastecimento atualmente é global e a transparência inspira confiança, com benefícios imensos tanto para as empresas como para seus consumidores.
 

Fonte: slides GFSI
 

Michael Bromme, Vice-Presidente Executivo da TraceOne, empresa que opera mundialmente com plataformas colaborativas em nuvem para as indústrias produtoras de bens de consumo de marcas próprias, acelerando o “time-to-market”para os varejistas, fabricantes e empresas de serviços de alimentação.
Michael tem vasta experiência no varejo e em bens de consumo embalados, ampla experiência em rastreabilidade para marcas próprias e em alavancar a confiança do cliente, via otimização de preços, ajudando os produtores e varejistas a melhorar a rentabilidade. Ele usa sua experiência expandindo o desenvolvimento global de clientes da empresa, conduzindo iniciativas de vendas e de marketing de forma agressiva.

Michael Bromme – TraceOne. Fonte: Flickr/ GFSI
 
A TraceOne tem como compromisso facilitar os processos de colaboração entre varejistas e fabricantes, otimizando assim o lançamento e desenvolvimento de produtos de marca própria, controlando informações sobre o produto e fornecendo dados sobre o produto e segurança de alimentos. Isso maximiza a rentabilidade e competitividade ao longo do processo de gestão do Ciclo de Vida do produto.

A TraceOne apresentou como se pode simplificar a complexidade de dados de uma cadeia de fornecimento completa para cada produto: as conexões da cadeia de fornecimento são disponibilizadas para cada produto, com ferramentas que permitem mostrar o status de visibilidade de cada fornecedor em toda a cadeia do produto.

Apoio de redação: Pablo Laube
Apoio na publicação: Simone Souza

Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

Socializando no coquetel do GFSI

Uma coisa que acho muito legal nos eventos do GFSI, é que sempre há na programação momentos para descontração, socialização e networking. Unir o útil ao agradável é muito bom. Primeiro porque a intensa programação, especialmente, lidar com outras línguas é sempre um pouco cansativo, e depois porque facilita o networking. Ao fim do primeiro dia de atividades, houve um coquetel para todos, no qual fiquei só um pouquinho porque logo depois saí para participar de um maravilhoso jantar a convite da DNV. Em futuro post falarei um pouco desse jantar.
 
Abaixo coloco algumas fotos para você sentir o clima.
 
Fonte: Flickr/ GFSI
 
Alegria! Alegria! Teve música com um conjunto de mariachis.

Fonte: Flickr/ GFSI
 
Fonte: Flickr/ GFSI. O terceiro da esquerda para a direita é o Rodrigo Quintero, da IFS Chile, cantando animadamente, com amigos. Claro que facilitados por uma boa cervejinha! 
 
Coloco agora uma foto com parte da poderosa equipe organizadora deste maravilhoso evento.
  
 
 E agora meus amigos Edgard Nemorin do GFSI, Frank Yiannas do Walmart, e as simpaticíssimas Houda Nguyen e Daphneé Bernard, gerentes da equipe organizadora.
 
 
Aqui temos fotos do stand do BRC, com a Tessa Kelly (à esquerda na foto), Diretora Comercial do BRC e de outro amigo, o John Kukoly, Diretor para as Américas, também do BRC (à direita na foto).
 
Fonte: Flickr/ GFSI
 
Apoio de publicação: Simone Souza
 
Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.
 

O futuro da colaboração público-privada: desafios e oportunidades

Estava prevista para esta palestra a vinda do Michael Taylor, grande autoridade do FDA – Food and Drug Administration, nomeado em 2009 pelo Presidente Obama, presidente a quem tive a oportunidade de secretariar um pouco antes de ir para a Conferência. Duvida? Veja abaixo a foto:
 

Foto autoria: Ellen Lopes. Como consegui esta oportunidade? Veja ao fim deste post!
 
Voltando ao Michael Taylor: acabou que ele não pode vir. Ele foi substituído pela Sharon Lindan Mayl, Conselheira e Assessora da Política de Alimentos, do FDA, que falou sobre a Food Safety Modernisation Act (FSMA), reforçando que só o foco principal desta lei é sobre prevenção de doenças veiculadas por alimentos.
 

Sharon Lindan Mayl , do FDA. Foto autoria: Ellen Lopes.
 
O FSMA, que está em fase de regulamentação, envolve a criação de um novo sistema de segurança de alimentos, enfatiza a responsabilidade da cadeia produtiva, e cria uma rede de segurança ao longo da cadeia de abastecimento.
As parcerias decorrentes do FSMA ocorrem/ ocorrerão na esfera pública federal, estadual e em nível internacional. Ao nível privado, o FDA está dialogando com entidades regulamentadas e terceiros privados para definir o papel dos terceiros privados na implementação FSMA.
 
O FSMA prevê:



– Proposed Rule for Foreign Supplier Verification Programs for Importers of Food for Humans and Animals (FSVP) – é o Programa de Verificação de Fornecedor Estrangeiro e inclui o programa de verificação para importadores de alimentação humana e animal. O FSVP propôs um regulamento que designa os importadores como responsáveis pela segurança da cadeia de suprimentos, e estabelece que haja pessoas qualificadas para tal programa.
– Programa Voluntário de Importador Qualificado (VQIP) – como desdobramento do FSMA, o FDA deve criar um programa voluntário, que oferece aos seus membros um processo de importação acelerada. Um importador torna-se elegível quando o FDA determinar que o alimento oferecido para importação é seguro, e a empresa estrangeira consegue uma certificação por auditoria de terceira parte. O programa vai ajudar especialmente os importadores de alimentos perecíveis, pois a importação vai demorar menos tempo.
– Certificação de Importação para determinados alimentos de alto risco.
Sharon relacionou que estão sendo estudadas algumas oportunidades de colaboração com GFSI, e felicitou o GFSI por seu trabalho para estabelecer regras para maior confiabilidade sobre a competência dos auditores. Ela finalizou a apresentação com a seguinte pergunta, decorrente da relação do programa FSMA e o GFSI, o qual estendo a vocês: “Onde é que nós nos vemos em 20 anos e que sucessos podemos alcançar juntos?”
 
Foto com o presidente Obama: foi no museu de cera MadameTussaud, em Hollywood!

Apoio na publicação: Simone Souza

Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

Mídias sociais – parte 2

Colaboração de Graziela Alvarez, consultora independente, Los Angeles

Dando continuidade ao assunto de mídias sociais, e abordando momentos de crises, Charlie Arnot, CEO da ONG The Center for FoodIntegrity – USA destacou que responder em tempo real não é uma opção, e sim uma exigência, e as mídias sociais permitem que as empresas rapidamente se comuniquem com seus consumidores. Portanto, quanto mais rápida a resposta, maior será o controle da situação e a construção ou recuperação da confiança perante o consumidor. Charlie ressaltou ainda que transparência é um item inegociável em momentos de crise, dando lições importantes de como fazer isso por meio das mídias sociais:
1) Divida o que você sabe, sem superdimensionar;
2) Mantenha os consumidores  atualizados frequentemente;
3) Mostre seu engajamento, mesmo que não tenha nada a relatar;
4) Informações precisas garantem audiência;
5) Responda a questões e preocupações manifestadas;
6) Quanto mais engajado, menor o espaço para especulação e rumores.
Foto: Charlie Arnot, foto Flickr
 
 

Fonte: Slide do GFSI
 
Foi muito interessante quando Charlie quantificou o impacto na confiança do consumidor em relação ao que ele chamou de “bons e maus” atores que representam seus papéis em momentos de crises. Chegou à conclusão que 64% dos consumidores manifestam baixo nível de confiança em relação aos maus atores, e apenas 14% voltariam a comprar o produto após a ocorrência do surto, enquanto que para os bons atores esses valores são 6% e 35%, respectivamente.
 
Não posso deixar de mencionar, por fim, a presença nessa sessão de Shelley Feist, Diretora Executiva,  Partnership for Food Safety Education (PFSE) – que nos brindou com informações interessantes em como utilizar as ferramentas de mídia social para educar os consumidores em segurança de alimentos.

 Shelley Feist, da PFSE http://www.flickr.com/photo/gfsi
 
Confira as lições aprendidas pelo PFSE, compartilhadas pela Shelley:
1) O conteúdo é fundamental;
2) Seus “objetos sociais” precisa ser atraente para o seu público;
3) Seus clientes não estão a fim de ligar-se no que é do seu interesse, e sim no deles;
4) Conheça o seu público;
5) Construção do engajamento do edifício leva tempo, esforço físico e mental;
6) Use ferramentas analíticas disponíveis;
7) Esforços online e offline combinados = engajamento!
 

Aguardem para breve meu novo post “Prevenindo Fraudes nos seus Produtos”.

Apoio na publicação: Simone Souza

Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

 

Mídias sociais – parte 1

Colaboração de Graziela Alvarez, consultora independente, Los Angeles

Esse foi o tema que mais me interessou quando observei a programação da Conferência. Afinal, acredito que as mídias sociais têm imenso poder de compartilhar informações e tornar o mundo mais aberto e conectado. Cada dia sou mais seduzida pela capacidade do Facebook, Twiter, Linkedin, Instragram etc, em encurtar as distâncias entre pessoas e organizações.
Para segurança de alimentos, essas ferramentas têm um significado ainda mais importante, o de proteger e salvar vidas. De fato, esse é o ponto de partida do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC – Center for Disease Control and Prevention – www.cdc.gov, USA). Segundo Dana L. Pitts, Diretora de Comunicação em Saúde do CDC, a agência trabalha ininterruptamente, 24 horas por dia e 7 dias na semana (http://www.cdc.gov/24-7/), a fim de investigar e dar respostas à população sobre ameaças à saúde e sua segurança, no menor intervalo de tempo possível, por meio de esforços conjuntos entre os cientistas (investigadores) e a equipe de comunicação. 

Dana Pitts do CDC em conversa com consumidora. Fonte: FDA
Dana Pitts, Líder da Comunicação Científica da Divisão de Doenças Veiculadas por Alimentos, Água e Meio Ambiente do CDC, explicou que quando o assunto é mídia social, o CDC trabalha com base em proteção, prevenção e comprometimento (para mais informações, acesse o site http://www.cdc.gov/socialmedia/).

A primeira vez que a agência utilizou as mídias como estratégia de comunicação para alcançar e proteger o consumidor foi durante a ocorrência do surto da Salmonella Typhimurtium em pasta de amendoim em 2008-2009, e foram diversos os mecanismos utilizados para tentar conter a crise, conforme você pode verificar no site   (http://www.cdc.gov/salmonella/typhimurium/).

Uma das lições ressaltadas por Dana, e que vale ser compartilhada aqui neste blog, é: “Mostre que você se preocupa com a situação por meio da mídia social, peça desculpas, e diga claramente o que está sendo feito naquele momento sobre esse assunto”. 

Construção de confiança (Trust building) foi o elemento mais discutido nesta “breakout session”, e é nele que se insere o pilar trabalhado pelo CDC por meio das mídias sociais, a prevenção. Afinal, para ser confiável em momentos de crises, é importante que essa confiança seja construída ANTES de que a crise aconteça. 

Para finalizar esta parte, dou aqui o link do CDC que dá dicas úteis de como escrever e se dirigir a mídias sociais: http://www.cdc.gov/socialmedia/tools/guidelines/guideforwriting.html .


Apoio de publicação: Pablo Laube

Seu comentário é bem-vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

Saúde: meio ambiente, animais e pessoas

Jonna A. K. Mazet, Professora Doutura e Diretora Executiva do Instituto One Health e da Escola de Veterinária da Universidade da Davis, Califórnia, é veterinária de animais silvestres especializada em doenças zoonóticas. O Instituto One Health tem como objetivo a criação de mecanismos globais de vigilância de patógenos com potencial pandêmico.

Sua palestra foi muito importante para explicar o trabalho deste Instituto e me auxiliou a expandir as fronteiras de pensamento em relação aos alimentos e sua segurança.
Jonna Mazet, do Instituto One Health e da Escola de Veterinária da Universidade de Davis, Califórnia, Estados Unidos. Foto: Ellen Lopes.
Jonna iniciou citando que One Health”pode parecer um “novo conceito”, mas é na realidade um conceito antigo, já referenciado por vários cientistas, que mostram o óbvio mas por vezes esquecido conceito de que a saúde humana é afetada pela interação de vários elementos, como mostra a figura a seguir:
Fonte: Jonna Mazet
Tradução no sentido horário: Mudança no uso da terra e aumento da população humana; Aumento do contato entre humanos, animais de criação e animais silvestres; Fluxo de patógenos aumentado; Riscos à saúde de humanos, animais de criação e silvestres; Impactos nos meios de subsistência e pressões econômicas

Explicou Jonna ainda que o One Health trabalha com uma abordagem interdisciplinar para resolver problemas específicos e complexos que surgem nesta tripla interface de animais x homem x ambiente,. A colaboração entre os profissionais de diversas especializações é fundamental para a solução de problemas de saúde, fazendo questão de acrescentar: “mas não suficiente, pois há muitos outros esforços envolvidos e a necessidade também de esforços transdisciplinares”.

Fonte: Jonna Mazet

O One Health tem como estratégia mundial a expansão das colaborações interdisciplinares e das comunicações em todos os aspectos dos cuidados de saúde para os seres humanos, animais e meio ambiente.

Nos Estados Unidos várias entidades reconhecem os esforços do One Health, dentre as quais citou (não vou traduzir os nomes): American Academy of Pediatrics, American Association of Public Health Physicians, American Medical Association, American Nurses Association, American Public Health Association, American Society of Tropical Medicine and Hygiene, American Veterinary Medical Association, Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Global Food Safety Initiative, Infectious Disease Society of America, United States Department of Agriculture (USDA), United States Agency for International Development (USAID), National Environmental Health Association (NEHA).

O One Health, conta com apoio da USAID, Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Através de estudos do Projeto USAID PREDICT foi possível a detecção de novos patógenos, sendo citados por Jonna a detecção de 250 novos vírus em animais selvagens, bem como documentados vários patógenos humanos em animais selvagens e vice versa: patógenos de origem animal em humanos. Coloco abaixo uma figura mostrada por Joanna com um mapa dos patógenos relacionados com as doenças infecciosas emergentes. 

Mapa dos patógenos relacionados com as doenças infecciosas emergentes. Fonte: Jonna Mazet

Relatou Jonna que esses dados foram obtidos após:
• treinamentos para mais de 2000 profissionais de campo, veterinários, técnicos de laboratório, trabalhadores públicos da área da saúde de 20 países em 59 ministérios;
• capacitação para testar as famílias virais em 35 laboratórios;
• coletadas amostras de 50.000 animais: morcegos, roedores, aves, carnívoros, primatas e ungulados. ( Ungulados são os cervídeos, pertencentes às Ordens Perissodactyla e Artiodactyla, por exemplo no Brasil as antas e porcos-do-mato).

Jonna relatou que “a maioria das doenças infecciosas emergentes em humanos provenientes de animais são doenças de origem zoonótica, com 75% delas com origem silvestre”. Ela disse que o objetivo final deste tipo de trabalho deve ser sempre impedir uma epidemia antes que esta possa se tornar uma pandemia, o que significa pesquisar sobre onde patógenos podem estar e como chegar lá. “Não é apenas sobre as pessoas, os animais e o ambiente, é sobre a combinação de tudo, o que resulta em “One Health”, concluiu ela.

Apoio de redação: Pablo Laube
Apoio de revisão e de publicação: Simone Souza.

O Sistema de Alimentos em Mudança: para frente ou para trás?


Hoje vou apresentar alguns interessantes insights do Professor Jayson Lusk, do Departamento de Economia Agrícola na Universidade de Oklahoma State, Estados Unidos. Ele publicou mais de cem artigos em revistas e jornais sobre temas relacionados com o comportamento do consumidor, bem como a comercialização e política de alimentos.


Jayson falou sobre as mudanças que vêm ocorrendo no sistema de alimentação, riscos e os consumidores. Começou apontando que, “hoje, menos tempo é gasto na preparação dos alimentos, e cada vez menos renda é gasta para alimentação. Mais frutas e legumes estão sendo comidos e, embora haja quem pense diferentemente, cada vez mais os alimentos são mais seguros do que nunca. Hoje, o sistema alimentar proporciona alimentos mais nutritivos, cuja conveniência é maior do que nunca. São a ciência e a tecnologia que tornaram isso possível”.

Estou racionalmente otimista sobre o futuro. Eu acredito nos agricultores e processadores que estão lá fora, tentando obter melhor comida para nós“, complementou Lusk.

Jayson opinou também que as indústrias de alimentos nos Estados Unidos se dedicaram a fazer alimentos mais caros, colocando os menos afortunados em desvantagem, e impedindo que se tirasse pleno partido das novas tecnologias.

Tenho que concordar com Jayson que os alimentos hoje, claro que considerando regiões e ou países de adequado poder de consumo, se comparamos a situação atual com 100 anos atrás, é difícil não enxergar a diferença de nosso sistema alimentar. Hoje, um único agricultor pode produzir muito mais alimentos do que um grande conjunto de produtores do passado. No entanto, alguns acreditam que precisamos voltar a uma era onde as coisas eram “melhores, enquanto outros acreditam que o caminho é“para frente”, com mais desenvolvimento em ciência e tecnologia”. Eu acredito muito na evolução da ciência e tecnologia, mas penso também que e ciência não é um poder divino que tudo resolverá, cabendo aos humanos também usarem de mecanismos de harmonização da população para a capacidade limitada do nosso hospedeiro Terra.


Professor Jayson Lusk, do Departamento de Economia Agrícola na Universidade de Oklahoma State, Estados Unidos


Apoio de redação: Pablo Laube
Apoio na publicação: Simone Souza

Estudo da eficácia do GFSI mostra resultados

 

A SealedAir, patrocinadora da Conferência, e proprietária da Diversey, divulgou durante o evento os resultados preliminares de um estudo feito em conjunto com o GFSI para avaliar a eficácia e o impacto da implementação de esquemas reconhecidos pelo GFSI. Este estudo incluiu 834 fabricantes de alimentos em 21 países, da América do Norte, México, Europa Ocidental, Austrália e Nova Zelândia.
A pesquisa concluiu que os principais impulsionadores para implementar um esquema reconhecido GFSI foi atender a exigência de um novo cliente ou existente.
Catherine François, Diretora Global de Diversey, durante a apresentação afirmou: “A certificação de um sistema reconhecido pelo GFSI demonstra que os sistemas de gestão da segurança de alimentos são mais eficazes, proporcionando assim uma maior confiança nos produtos que são entregues para o consumidor no que se refere à segurança de alimentos”.

 
Destacamos alguns resultados deste estudo:
 

•A busca pela certificação de um esquema reconhecido pelo GFSI foi para manter clientes já existentes e/ ou conquistar novos foi apontada como a mais importante razão pela maioria dos respondentes
• 61% afirmaram que a certificação de um esquema GFSI reconhecido aprimorou sua capacidade de produzir alimentos seguros
• 68% dizem que a certificação ajudou a melhorar a conformidade com a legislação e os ajudou a se prepararem melhor para as futuras mudanças regulatórias
•A maioria identificou que a sua cultura de segurança de alimentos foi reforçada por meio de melhorias no treinamento, na comunicação, no sistema de medições, e por reforçar o compromisso dos gestores
•Quase 50% dos fabricantes respondentes já exigem que os seus fornecedores se certifiquem em esquemas do GFSI

 
 

•Para 64% o processo de implantação até a certificação levou em média um ano ou menos
•87% concluíram que a certificação foi muito ou bastante benéfica para o seu negócio
• E finalmente, 72% afirmaram que fariam tudo de novo!

Palavras do Frank Yiannas, Vice-Presidente de Segurança de Alimentos para o Walmart e Vice-Presidente do GFSI: “Este importante estudo fornece uma evidência dos resultados dos esforços privados em segurança de alimentos, aumentando a conformidade com a legislação, e promovendo uma cultura de segurança de alimentos, para que os consumidores de todo o mundo possam viver melhor”.
 
 
Frank Yiannas

Cresceu a participação de brasileiros no GFSI em 2014



Em 2009, quando comecei a participar destas conferências, fiquei surpresa com o baixo número de brasileiros que participaram: se não me falhe a memória foram quatro somente. Este número vem crescendo, mas até 2013 muito lentamente: oito participantes do Brasil inscritos.
Neste ano subiu para quinze (dezesseis se contarmos a Graziela, brasileira que está vivendo em Los Angeles), é quase quatro vezes mais, o que é muito bom, mas continuo a bater na tecla de que ainda somos poucos.
Considerando que o Brasil é um grande player no cenário da exportação de alimentos, sem considerar a importância da segurança de alimentos para nossa própria população, deveríamos ser muito mais. Você não acha?
Vamos comparar? Não vou comparar com as centenas de participantes americanos, porque seria injusto, já que desta vez a conferência foi “em casa”,mas vou comparar com um pequeno país da Europa, a Holanda, que ocupa 18a posição no ranking de PIB bruto, contra 7aposição do Brasil (dado de 2012, o mais atual que encontrei de fonte fidedigna: Banco Mundial) veja link. A Holanda tinha 29 participantes!

 Veja a foto que conseguimos fazer. Foto de dez destes brasileiros no jantar oferecido pelo GFSI, sobre o qual falarei em outro post futuro. Foi super legal encontrar com estes “foodsafety-lovers” de nossa terrinha lá neste grande fórum que é esta conferência! Olha a cara de felicidade dos nossos “brasucas”


Foto cedida por Juliani Kitakawa. Da esquerda para a direita: Fábio Killner da TÜV SÜD do Brasil; Ana Cicolin da Intertek, Eduardo Aparecido Stephano da Junior Alimentos; Juliani Arimura Kitakawa e Maurício Kamei da DNV; Ellen Lopes da Food Design; Graziela Alvarez, consultora independente (brasileira locada em Los Angeles); Karine Mafra da Intertek, Maria Carla Naldini da Sealed Air e Juliana Doize do Walmart Brasil. 



Não conseguimos reunir na foto os demais brasileiros que estavam presentes no evento: André Azevedo da Ecolab, Érica Vianna do Lloyd’s Register, Jonathan Fischer da Cargill Foods, Kátia Nogueira e Nádia Brandão e da DNV, e a Professora Gilma Lucazechi da ESALQ/USP.

Seu comentário é bem vindo!
Para comentar, clique no título do post e desça até o final dele, onde será possível comentar na janela destinada a este fim.

Português PT English EN Español ES